
"Por nós, faria isso mil vezes"
"Viver um dia de cada vez". Antes, eu que batia no peito para dizer "acaba logo 2OO9" ou até mesmo "mano, cadê 2O1O?", agora, vejo que as coisas não foram bem assim...
Dia 9, 1O, 11 e 12 [madrugada] de Dezembro. Os dias mais indescritíveis da minha vida. Com direito a TODAS as emoções: ansiedade, nervosismo, deslumbre, curiosidade, alegria, emoção, emoção, animação, surpresa, amor, amizade, cumplicidade, insônia [insôôônia sempre, rá], tristeza e arrependimento por fim.
Eu poderia, de verdade, descrever minha quarta, quinta, sexta e a madrugada do nosso sábado. Mas não. Não se descreve o que a gente nem sabe como conceituar. É um misto de tudo de melhor com aquilo que a gente sempre quer distância. Mas ainda assim, se pudéssemos [eu pelo menos] voltar pelo menos há 12h atrás, o faria.
Mas enfim, estou aqui mesmo pra dizer que meu coração foi da melhor sensação até a pior, em menos de 60 horas. "Eita dezembrinho agitado! haha"
Dói. Dói. Dói lembrar que às 17h de quarta-feira não chegava nunca. Dói lembrar que quando chegou, estávamos longe. So close and so far..Longe dos outros e tão próximos de nós mesmos.
Dói lembrar o quanto nossa barriga doeu de rir, com as mais infâmes e inúteis besteiras. Dói ver e lembrar que eu estava ali e alguém mais próximo de mim do que eu mesma.
Dói ainda ouvir o "boa noite" e o "me acorda daquele jeito de novo?". Dói. Dói. Dói ver que eu rio, ele ri e tem gente que chora.
Dor. Dor de ansiedade. "Hoje é o meu dia. E uma das pessoas mais especiais estará lá comigo, como sempre está em todos os meus momentos."
...
Dói ver que alguém está tão aflito quanto eu. E o melhor disso tudo, é ver que estávamos assim pelo mesmo motivo.
Dói olhar pra trás e ver uma vida de 13, 14 anos se acabando. E outra, que pro resto da minha vida continuará.
Dói ver todos chorando. Todos emocionados. Todos no nosso dia. Dói ver que tem alguém, que beeeem lá no fundinho e por mais que não seja agora [ou até mesmo pode ser que seja] está arrependido.
Dói lembrar que dia O8 de Dezembro, eu era 1/4 vazia. Hoje, vou fazer com que o meu copinho possa se encher cada vez mais. Não rápido, mas constantemente.
....
Dói. Minha tensão era tanta, que hoje eu estou um tantinho mais relaxada, né? ;)
Dói sentir que, apenas no nosso último, a impressão que tínhamos é que éramos apenas um. Tamanha cumplicidade entre a gente.
Dói não saber o que fazer. Dói olhar a cada minuto no relógio e a hora passar como se passa a coisa mais rápida existente.
Dói lembrar que ali, não havia palavras, havia gestos. Gestos esses que eu ainda sinto. E vou sentir, sempre.
Dói. Dói muito entrar no meu quarto, e ver que ainda está [quase] tudo lá. E a sensação de vazio me toma, e , como sempre, minhas lágrimas não podem ser contidas.
Dói entrar e ainda sentir o perfume. Ver a bagunça. Ver nossas figurinhas espalhadas. Nossas pulserinhas a la Mr. Holopainen..
...
Não sei o que verdadeiramente sentir. Já chorei, já ri, já lembrei, já fiz de quase tudo.
Entretanto, apesar de toda e qualquer dor, foi mágico. E se eu estivesse do jeito que eu estou agora, acharia que tudo não se passava de um grande mentira inventada.
Que seja a invenção. Que seja a mentira. Que seja o sonho. Que seja tudo de melhor. [ou o de pior também]. Mas estaremos aqui, mais sintetizado como nunca o nosso eterno " So close no matter how far."
Aqui, um misto de emoção, sonho, arrependimento tudo com gosto de querer mais. E que se pudesse, eu faria mil vezes. Choraria mil vezes. Riria mil vezes. Me despediria mil vezes. Viveria mil anos.
Bom blog, eu fico por aqui. Viver daqui pra frente [pode ser ou não] ainda melhor.
Muito obrigada, 2OO9. E que você seja muito bem vindo, 2O1O.
(L)

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